Arquivos Mensais: agosto 2012

Fotos do planeta Marte feita pelo robô Curiosity – Mount Sharp

O robô Curiosity enviou as primeiras imagens em alta resolução do local em que conduzirá a maioria das suas pesquisas em Marte. Controlado remotamente pela NASA, o jipe busca evidências microbiológicas de vida e analisará as condições do planeta para recebê-la, além de colher informações técnicas sobre as condições do terreno.

Representado nas imagens enviadas nesta terça-feira (29/8) à agência especial, o Mount Sharp, uma montanha situada no centro de uma cratera, é o alvo principal da missão que engloba o Curiosity. O monte tem 5,5 km de altura, por isso espera-se que o robô demore pelo menos um ano até conseguir chegar do outro lado.

“O conhecimento que esperamos ganhar com a observação da cratera nos dirá muito sobre a possibilidade da vida em Marte e sobre o passado e futuro do nosso próprio planeta”, afirmou o diretor da agência, Charles Bolden, em uma transmissão em que congratulou os cientistas e técnicos responsáveis e anunciou os novos feitos.

A formação geológica tem intrigado a Nasa por conta de um efeito que vem sendo chamado de “Grand Canyon ao contrário”, quando as camadas rochosas mais perto do cume são inclinadas em relação às que se encontram por baixo.

“No Grand Canyon, as camadas são inclinadas devido às placas tectônicas. Por este motivo, é normal ver as camadas antigas mais deformadas do que as que se encontram acima”, explicou John Grotzinger, cientista do Instituto de Tecnologia da Califórnia que participa do projeto.

De acordo com a Nasa, em apenas três semanas, dentro de um projeto de dois anos, o Curiosity já conseguiu colher mais dados sobre Marte do que todas as expedições anteriores somadas. “O Curiosity trará benefícios para a Terra e inspirará uma nova geração de cientistas e exploradores, além de preparar o caminho para uma missão humana em um futuro não muito distante”, aposta.

Fotos do concurso da “National Geographic” premia melhores imagens de viagem


Cedric Houin, de Nova York, ganhou o primeiro lugar do concurso de fotos de viagem de 2012 da National Geographic com esta imagem de mãe e filha costurando. As tribos de etnia quirgiz vivem a 4,3 mil metros em uma das regiões mais remotas do Afeganistão, mas têm painéis solares, antenas parabólicas e celulares.

O segundo lugar ficou com Vo Anh Kiet, da Cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã. A foto de janeiro mostra crianças da minoria étnica H’Mong brincando com balões na neblina de Moc Chau, na província de Ha Giang.

A foto de Andrea Guarneri ficou com o terceiro lugar, e mostra as comemorações da Páscoa em Trapani, na Sicília. Os devotos carregam cenas da Paixão de Cristo durante toda a noite e só descansam quando o dia amanhece.

A foto de Ken Thorne tirada na costa oeste de Madagascar, perto de Morondava, recebeu um prêmio por mérito. A floresta ancestral de baobás, típicos de Madagascar, é considerada sagrada pelo povo Malagasy. Alguns dos espécimes têm mais de mil anos de idade, o que confere ao local um clima mágico.

O fotógrafo SauKhiang Chau capturou um momento que lembra a obra-prima “A Última Ceia“, de Leonardo Da Vinci, ao flagrar este grupo de anciãos de Chefchaouen, no Marrocos, vestidos em seus tradicionais djellabas, sentados a conversar.

Camila Massu capturou este belo momento em um lago no sul do Chile. Ela conta que estava com a irmã dentro de casa quando começou a chover forte. Ambas correram para dentro d’água para eternizar a imagem, que ganhou um prêmio por mérito.

Ken Bower também foi premiado por esta imagem do vilarejo de G Sadalur com a ilha de Mykines ao fundo. A foto capturou um dos raros dias ensolarados nas ilhas Faroé. O efeito da imagem foi obtido com longo tempo de exposição (1 minuto e 10 segundos).

Fred An enviou à National Geographic Traveler esta imagem de um bordo japonês no Jardim Japonês de Portland, Estados Unidos. “Tentei trazer uma perspectiva diferente desta árvore frequentemente fotografada.”

A planície de Bagan, em Mianmar, foi capturada por Peter DeMarco. A região conta com mais de 2 mil templos budistas. Ela já foi a capital do império de Pagan, mas agora é dominada por pastores com seus rebanhos que passeiam entre os prédios históricos.

A fotógrafa Lucia Griggi criou esta cena incrível em um banco de corais próximo à ilha de Fiji, chamado de Cloud Break. Ela mostra um surfista mergulhando com sua prancha para passar a forte ondulação do local.

A foto de Michelle Schantz foi a mais votada pelo público. Ela mostra uma cabana isolada em Finnmark, na Noruega, iluminada apenas pelas luzes da Aurora Boreal.

Fotos de insetos e aracnídeos – Imagens macroscópicas

Gorilas irmãos, Kesho e Alf – Mamíferos primatas selam reencontro “emocionante” com abraços

Irmãos se abraçaram no reencontro, após passarem dois anos longe um do outro

Dois irmãos gorilas protagonizaram cenas emocionantes, ao se reencontrarem após mais de dois anos separados.

O parque de diversões e safári Longleat, no sudoeste da Inglaterra, registrou o momento em que o gorila Kesho, de 13 anos, foi devolvido ao parque e reviu seu irmão mais novo, Alf, de nove anos. Os dois se abraçaram e brincaram. Um terceiro irmão, Evindi, de seis anos, também foi recebido calorosamente pelo gorila mais velho.

Um dos zeladores de Longleat, Mark Tye, disse que os cuidadores dos gorilas não tinham certeza se os irmãos se reconheceriam nem de quão amistoso seria o reencontro, “mas, no momento em que eles se viram, deu para perceber pelos seus olhos que se reconheceram”.

O conservacionista Ian Redmond, especialista no comportamento de gorilas, explica que os animais são “dois mamíferos inteligentes e sociais” e descreveu a cena em termos semelhantes aos usados para um reencontro humano: “É a alegria de reencontrar alguém com quem você se divertia e agora pode voltar a se divertir”.

Projeto reprodutivo

Os gorilas orientais de planície nasceram no Zoológico de Dublin, na Irlanda, e passaram boa parte de sua vida juntos.

Mas Kesho, o mais velho, foi levado para Londres há pouco mais de dois anos, para participar de um projeto de reprodução em cativeiro. Sua ida ao parque Longleat, onde estavam seus irmãos, foi cercada de expectativa pela equipe local.

“Estávamos um pouco preocupados a respeito de como eles reagiriam um ao outro e se o irmão mais velho aturaria as brincadeiras do irmão mais novo”, disse Tye. “Mas eles criaram laços fortes em poucas semanas, e Kesho está sendo bastante tolerante, permitindo que os irmãos mais novos até saltem em cima dele.”

Os três irmãos dividirão um espaço em Longleat com um quarto gorila.

Imagens de Marte, o Planeta Vermelho


Marte sempre despertou grande interesse. A primeira missão bem sucedida foi a ‘Mariner 4′, que sobrevoou o planeta em 1965. Nesta segunda-feira, 6 de agosto de 2012, a Nasa conseguiu pousar um jipe-robô na superfície marciana. Na foto, dunas de areia clara com areia escura criam um desenho que mais parece uma tatuagem.(Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

A foto mostra camadas de diferentes tonalidades. No entanto, se você estivesse em Marte, talvez enxergasse outras cores nesta paisagem. O satélite que capturou a imagem só consegue tirar fotos em azul, verde, vermelho ou infravermelho. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

Marte tem este nome em homenagem ao deus romano da guerra. O planeta tem esta coloração avermelhada por causa de uma alta concentração de óxido de ferro. No centro da foto-mosaico é possível ver o maior abismo conhecido do sistema solar. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

A imagem mostra nuvens de poeira causadas por uma avalanche. O gelo de dióxido de carbono caiu de um precipício de 2 mil metros de altura e, provavelmente, foi derretido pela incidência de raios solares no fim do inverno e início da primavera em Marte. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

No polo sul do planeta vermelho, a paisagem é branca. Com temperaturas extremamente baixas, as extremidades do planeta são cobertas de gelo. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

A imagem aérea se assemelha a veias e artérias. Os cientistas acreditam que a paisagem pode ter sido criada por água em estado líquido há milhões de anos atrás, quando o planeta era mais quente e úmido. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

A cratera de Victoria foi explorada por uma outra missão da Nasa. A ‘Opportunity’ passou cerca de dois anos, entre 2006 e 2008, coletando informações nesta região. (Foto: NASA/JPL/University of Arizona)

As nuvens são de uma tempestade de areia acontecendo em Marte. Os cientistas estudaram este tipo de fenômeno para determinar o melhor local e a forma ideal de pouso da missão ‘Curiosity’. (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)

A foto mostra, delineado com um círculo preto, o local de pouso do jipe-robô ‘Curiosity’ nas proximidades da cratera de Gale. (Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS)

As primeiras imagens enviadas pela “Curiosity” foram assim, em preto e branco. Na foto grande-angular, é possível ver a sombra do próprio jipe-robô, que tem como missão principal descobrir vestígios de vida no planeta vizinho.(Foto: NASA/JPL-Caltech)

Gato com flecha na cabeça

Um gato sobreviveu após ficar com uma flecha atravessada em sua cabeça em Michigan, nos EUA, segundo reportagem da rede de TV KTLA (assista ao vídeo).

Segundo seu dono, o bichano, chamado de Baby, saiu para a rua e voltou para casa com a flecha atravessada em sua cabeça. O animal foi levado ao veterinário e passou por cirurgia. Ele sobreviveu e deve ficar bem após o tratamento.

Pintura 3D – Alemão, Gregor Wosik, cria maior pintura em 3D do mundo

A obra feita na Alemanha representa a arca de Noé e animais em sua volta. A pintura em 3D superou a obra de 1.120 metros quadrados pintada pelo britânico Joe Hill no distrito financeiro de Canary Wharf, em Londres, em 2011.

A Sociedade Guinness ainda tem que reconhecer o resultado para que ele possa ser inscrito no Livro Guinness de Recordes Mundiais.

Cobra-pênis: Brasileiro descobre uma espécie de lagarto cego e sem membros em Rondônia

Parece um pênis? Os ingleses acham que sim, mas saiba: o buraco é mais embaixo!

O jornal inglês The Sun fez um baita de um escândalo quando viu as fotos divulgadas pelo biólogo e herpetologista Juliano Tupan.

Tupan descobriu meia dúzia de exemplares na raríssima espécie Atretochoana eiselti no rio Madeira, em Rondônia, e o tabloide inglês criou o maior carnaval em cima do caso porque achou que o bicho se parece com um pênis humano.

Na real, o buraco é mais embaixo.

A descoberta merece ser festejada por outros motivos – que não este que os britânicos arrumaram ao apelidar o bicho de “man-aconda” (trocadilho com a palavra “man”, masculino em inglês, e “anaconda”, aquela cobra colossal).

Pra começar, o bicho não é uma cobra — é um anfíbio. Ele é mais próximo da salamandra e dos sapos e é muito difícil de ser encontrado.

Para você ter uma vaga ideia do quanto esse bicho é raro, havia um deles no Museu de História Natural de Viena, na Áustria, desde 1920 e só recentemente ele pode ser dissecado por cientistas de diversas partes do mundo. Ele só pode ser dissecado porque deixou de ser o único exemplar desta espécie quando, em 1996, outro Atretochoana eiselti foi encontrado, em Brasília.

Dos seis exemplares encontrados pelo biólogo brasileiro, um morreu, três foram libertados novamente no meio ambiente e os outros dois foram levados para mais estudos porque o que se sabe a respeito deste tipo esquisito de animal é muito pouco.

Sabe-se que ele é um anfíbio, que não tem olhos, que não tem pulmões e absorve oxigênio através da pele. Medindo até 75 cm de comprimento, o Atretochoana eiselti é um mistério para os cientistas: como é que um animal deste tamanho consegue sobreviver sem ter pulmões? Rãs e sapos respiram através da pele também, mas possuem pulmões. Só animais muito pequenos, como insetos, conseguem levar a vida sem pulmões.